Leitura labial não poderá ser realizada devido à obrigatoriedade do uso de máscaras

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Leitura labial não poderá ser realizada devido à obrigatoriedade do uso de máscaras. (Foto: Divulgação)

Nestas eleições municipais, os eleitores deficientes auditivos que tiverem dificuldades de se comunicar no momento da votação poderão solicitar o auxílio de um intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Esse serviço será oferecido pelo TRE-RS (Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul) por meio de uma parceria com uma empresa especializada.

O mesário ou qualquer integrante da equipe que estiver trabalhando nas seções eleitorais do Estado poderá ligar para a Central de Libras e realizar chamadas de vídeo com intérpretes de Libras. Serão dois profissionais atuando desde o início da votação.

A iniciativa surgiu do Comitê Valor Público: Núcleo Socioambiental e de Acessibilidade e é uma alternativa para suprir a dificuldade de comunicação dos eleitores surdos que não poderão fazer a leitura labial devido à obrigatoriedade do uso de máscaras.

Todas as seções do RS terão à disposição o telefone de contato com a Central de Libras: (51) 99511-0746.

Sintetizador de voz nas urnas

As eleições de 2020 serão o primeiro pleito em que os eleitores com deficiência visual poderão ouvir o nome do candidato após digitar o número correspondente na urna eletrônica. Trata-se do recurso de sintetização de voz, tecnologia que transforma texto em som e simula como se a máquina fizesse o papel de uma pessoa lendo o conteúdo de algum documento.

Até as últimas eleições, a urna emitia mensagens gravadas que indicavam ao eleitor que não enxerga o número digitado, o cargo para o qual estava votando e as instruções sobre as teclas “Confirma”, “Corrige” e “Branco”.

Todas as urnas das 165 zonas eleitorais do Estado receberão o software com o recurso de sintetização de voz, mas somente as seções que tiverem cadastrados eleitores com deficiência visual terão fones de ouvido à disposição.

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