A proposta inovadora visa expandir a infraestrutura de distribuição, implementar projetos voltados para biometano e fortalecer a segurança da energia, estabelecendo o Rio Grande do Sul como um exemplo nacional na transição para fontes energéticas mais sustentáveis.
Em um marco histórico, a Sulgás revelou um investimento de R$ 163,7 milhões para o ano de 2026, representando o maior montante já investido pela empresa em um único exercício. Esse investimento é um indicativo do crescimento robusto da empresa desde sua privatização, ressaltando seu papel central na mudança energética no estado.
No último ano sob gestão pública, 2021, os investimentos totalizaram R$ 46 milhões. A discrepância entre os valores evidencia uma nova era para a distribuidora, que projeta atender 122 mil clientes até 2026 — um aumento significativo de 76% em comparação aos 69 mil consumidores atendidos antes da privatização. O sistema de distribuição também será ampliado, com a extensão da rede de gasodutos para 1.671 km, o que representa um crescimento de 21% em relação aos 1.377 km registrados em 2021.
“Esse novo patamar reafirma a importância estratégica da nossa empresa no fomento ao desenvolvimento econômico e na segurança energética enquanto avançamos rumo a uma matriz mais sustentável. A Sulgás passou por uma transformação significativa e se tornou ainda mais moderna e eficiente, sempre priorizando nossa licença para operar: segurança”, declarou Marcelo Leite, CEO da companhia. Ele também ressaltou que a empresa completou quatro anos sem registrar acidentes de trabalho que exigissem afastamento, resultado do empenho de seus 400 colaboradores diretos e terceirizados.
Entre as iniciativas planejadas está a maior obra de expansão já realizada pela Sulgás: a conexão com os Vales do Taquari e do Rio Pardo. Esta empreitada envolverá a construção de uma rede subterrânea de 190 km que ligará Triunfo a Charqueadas, passando por Lajeado e Santa Cruz do Sul. As obras têm início previsto para novembro e poderão se estender por até dez anos, atendendo à crescente demanda industrial e comercial das regiões. Além disso, o projeto contribuirá para aumentar a segurança energética em áreas vulneráveis às enchentes, favorecendo a recuperação econômica e atraindo novos investimentos.
Adicionalmente à interiorização dos serviços, novos dutos serão instalados em regiões já atendidas. Somente em 2026 estão previstos 84,4 km adicionais na rede: sendo 69,4 km na Região Metropolitana, 9,3 km na Serra Gaúcha e 5,7 km na Região das Hortênsias. O intuito é atender novas indústrias, comércios e residências, ampliando assim o acesso ao gás natural como uma alternativa energética competitiva.
Outro aspecto importante é o avanço nas energias renováveis. A Sulgás lançou um edital para o primeiro hub de biometano do estado, denominado Sulgás BioHub, localizado em Esteio. Essa iniciativa terá a capacidade de injetar até 30 mil m³ de gás renovável diariamente na rede. Atualmente, a usina da Bioo em Triunfo já fornece esse volume diário. Em Passo Fundo, está nos planos da companhia criar uma rede local exclusiva abastecida por biometano com 19 km de gasodutos subterrâneos.
A estratégia inclui também o aumento do programa Corredores Verdes, que amplia os pontos de abastecimento rápido para GNV (Gás Natural Veicular) e incentiva o uso de combustíveis menos poluentes no transporte pesado. Essa ação deve estimular um aumento na circulação de caminhões movidos a gás natural, contribuindo para diminuir as emissões e os custos logísticos.
O plano traçado para 2026 posiciona o Rio Grande do Sul como um modelo nacional em inovação energética. Enquanto outros estados ainda avançam lentamente na interiorização do gás natural, o RS prevê um crescimento acelerado que impactará positivamente na competitividade industrial e na atração de novos negócios. O setor energético gaúcho já vinha apresentando uma expansão acima da média nacional e agora receberá um impulso adicional com foco no biometano e diversificação da matriz energética.
Especialistas observam que o mercado de gás natural no estado está passando por um momento decisivo. A combinação dos investimentos sem precedentes com a interiorização dos serviços e o aumento no uso de fontes renováveis cria as condições ideais para que o Rio Grande do Sul se torne um polo referência em transição energética. “O futuro desse setor depende da capacidade de integrar expansão da rede, manutenção da segurança operacional e inovação em energias limpas. O Estado possui potencial suficiente para liderar esse movimento no Brasil”, enfatizou Marcelo Leite.
Com este planejamento elaborado para os investimentos até 2026, a Sulgás reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul ao conectar regiões diversas, apoiar o crescimento industrial localmente gerando empregos e contribuindo para uma matriz energética mais segura e limpa.
