No encontro realizado com o governador Eduardo Leite, Nei César Manica, presidente da Cotrijal (Não-Me-Toque), juntamente com representantes da Cotripal (Panambi) e da Cotrisal (Sarandi), recebeu a autorização para a instalação da usina de biodiesel Soli3 em Cruz Alta. O projeto demanda um investimento de R$ 1,25 bilhão. Durante a mesma cerimônia, também foi aprovada a licença prévia para o terminal da CMPC no Porto de Rio Grande, que requer um aporte estimado em R$ 1,2 bilhão.
O estado do Rio Grande do Sul está atravessando um período crucial para sua economia e para a implementação de políticas sustentáveis. Na cerimônia conduzida pelo governador Eduardo Leite, Nei César Manica recebeu a licença ambiental necessária para iniciar as operações da usina de biodiesel Soli3 em Cruz Alta, um empreendimento cooperativo que representa um investimento significativo de R$ 1,25 bilhão. Simultaneamente, foi outorgada a licença prévia para o terminal portuário da CMPC em Rio Grande.
A usina Soli3 representa uma importante iniciativa do cooperativismo gaúcho e marca um avanço na transição energética do Brasil. O projeto prevê capacidade diária de processamento de 3 mil toneladas de soja, gerando não apenas biodiesel, mas também subprodutos como farelo, glicerina e casca peletizada. Estima-se que mil empregos diretos sejam criados durante a construção e cerca de 650 postos permanentes após o início das operações. A planta ocupará uma área superior a um milhão de metros quadrados e deve iniciar suas atividades em 2028, com uma expectativa de faturamento anual de R$ 2,2 bilhões.
O governador Eduardo Leite enfatizou que este investimento reafirma o papel do estado na promoção da economia verde. Ele afirmou: “Estamos diante de um projeto que combina inovação, sustentabilidade e geração de renda. Este é um exemplo claro da capacidade do cooperativismo em liderar a transição energética e impulsionar o desenvolvimento regional.” O vice-governador Gabriel Souza acrescentou que o Rio Grande do Sul oferece um ambiente seguro e favorável à realização de grandes empreendimentos.
<pManica ressaltou que o surgimento da Soli3 é resultado de um longo processo de planejamento e colaboração entre as cooperativas envolvidas. “A usina tem como objetivo transformar a produção agrícola em energia limpa, criando oportunidades e fortalecendo as comunidades rurais do nosso estado. Este é um marco histórico tanto para o cooperativismo gaúcho quanto para o futuro energético do Brasil," declarou.
A licença foi entregue pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), ambas destacando os rigorosos critérios técnicos que guiaram a aprovação do projeto e seu compromisso com questões ambientais. A usina será equipada com tecnologias modernas para controle das emissões e reaproveitamento dos resíduos gerados, alinhando-se às metas globais de descarbonização.
Além disso, durante o mesmo evento, foi formalizada a licença prévia para o terminal da CMPC no Porto de Rio Grande. Esse terminal visa aumentar a eficiência logística na movimentação de celulose, combustíveis e biocombustíveis. Com quatro berços de atracação planejados e uma capacidade estática para armazenar até 194 mil toneladas de celulose, estima-se que mais de 1,2 mil empregos sejam gerados durante sua construção e cerca de 450 empregos diretos junto com outros 2,1 mil indiretos na fase operacional. O contrato estabelece uma concessão por 25 anos sobre uma área total de 289 mil m² e inclui investimentos adicionais de R$ 142,7 milhões destinados à dragagem do canal acessório e da bacia evolutiva.
Conforme Eduardo Leite mencionou, é fundamental haver uma integração entre produção e logística para garantir tanto competitividade quanto sustentabilidade no setor. “Esses investimentos demonstram que o Rio Grande do Sul está pronto para se tornar líder na nova era da energia limpa e na exportação responsável,” afirmou.
Com mais de R$ 2,45 bilhões já confirmados em investimentos nesse encontro entre governo estadual, cooperativas e indústria local simboliza uma visão estratégica voltada ao desenvolvimento através da inovação, sustentabilidade e cooperação. Os projetos Soli3 e o terminal da CMPC são exemplos palpáveis das transformações possíveis por meio do investimento responsável aliadas à parceria público-privada, posicionando o estado gaúcho como referência nacional em energia renovável e desenvolvimento sustentável.
